Por que poupar (e investir)?

Você também tem a impressão que o assunto “dinheiro” geralmente é relacionado a algo proibido, sujo? Que as pessoas não falam sobre isso, que parece ser um tabu? Que quem economiza, guarda dinheiro, investe, normalmente é tachado de mesquinho?

A meu ver, este olhar negativo não é aceitável e é a causa da nossa ignorância financeira e, também, do endividamento das pessoas.

Eu acho que quem economiza está, na verdade, cuidando. Cuidando do que batalhou pra conseguir, cuidando do seu futuro e o da sua família. Ao gastar em algo desnecessário hoje você estará se privando – ou privando outra pessoa – desse valor no futuro.

Mas o ponto principal não é este.

Enquanto associarmos o dinheiro ao pecado ele se manterá longe de nós. E a ausência de dinheiro traz desequilíbrio emocional e instabilidade nas relações, sejam amorosas, familiares ou de amizade.

Quantas pessoas não se socorrem dos bancos em momentos em que a última coisa que queriam era não pensar em dinheiro? E se tivessem uma reserva para estes momentos, em que o tema “dinheiro” não trouxesse ainda mais preocupações?

Quantas pessoas detestam seu emprego mas têm medo de largá-lo e procurar algo que amam em virtude das contas existentes a pagar?

Ter dinheiro suficiente traz, portanto, equilíbrio às pessoas, afasta preocupações, oferece tranquilidade e liberdade.

E mais: o dinheiro nos traz conforto – dormir bem, comer bem, conhecer lugares e pessoas, cultura, conhecimento, experiências novas, hobbyes e, num estágio avançado, não depender de um emprego para viver.

E não é só: nos possibilita ajudar os outros, das mais diversas formas. Seja fazendo doações, sendo voluntário, tendo mais tempo para estar em família ou com os amigos, dentre tantas outras possibilidades.

Claro que alguns fazem do dinheiro o seu deus, passando por cima de qualquer pessoa ou princípio para tê-lo, mas não é disso que se trata este post, estamos falando do que é suficiente, bastante, que basta.

Ele não deve ser o único fator de felicidade de uma pessoa, não pode ser considerado um fim, mas apenas um meio para alcançá-la, para termos segurança e liberdade.

Não é errado buscar segurança, liberdade e conforto. Não é feio cuidar do seu futuro e o da sua família. Não é pelo acúmulo, é pelas metas, propósitos, sonhos.

A respeito deste assunto, deixo mais um trecho do livro que indiquei no post anterior (“Independência Financeira” do Robert T. Kiyosaki):

“Meus dois pais eram homens espirituais; mesmo assim, quando se trata de dinheiro e espiritualidade, eles têm pontos de vista completamente diferentes. […]

Meu pai altamente instruído, mas pobre, sentia que a vontade de ter dinheiro ou de melhorar a situação financeira estava errada.

Por outro lado, meu pai rico […] Achava que a tentação, a cobiça e a ignorância financeira estavam erradas. Em outras palavras, o pai rico não achava que o dinheiro, por si só, era ruim. Ele acreditava piamente que trabalhar toda a vida como escravo do dinheiro era ruim, assim como ficar em uma situação de escravidão financeira em relação à dívida pessoal também era.

[…] Meu pai rico entendia que pessoas que trabalham arduamente, têm dívidas crônicas e vivem acima de seu padrão de vida são exemplos ruins para os seus filhos porque cederam à tentação da cobiça.

[…] O pai rico acreditava que muitos problemas econômicos vinham do desejo de possuir coisas de pouco valor. […] Hoje em dia, as pessoas trabalham mais e mais, comprando coisas que pensam que são ativos, mas seus hábitos de gastar nunca lhe permitirão adquirir ativos legítimos.”

Pense nisso. Até o próximo post 😉

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