Pesquisa sobre perfil de poupança do brasileiro: temos muito trabalho pela frente

A Anapar (Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão) realizou pesquisa publicada na Revista da Previdência Complementar (edição março/abril de 2019) e os resultados, apesar de esperados, me impactaram.

Resumirei os pontos que entendi mais interessantes, pois a pesquisa foi bem extensa.

Pra começar: 51% declararam que não poupam, 15% poupam raramente e 19% poupam às vezes. Apenas o restante poupa sempre/frequentemente.

Infelizmente, a cultura do imediatismo se mostrou dentre os poupadores: o dinheiro poupado é utilizado para eventualidades, viagens, imóveis, educação dos filhos, eletrônicos, carro/moto, saúde. Nesta ordem decrescente. Apenas 5% dos que declararam economizar disseram que o fazem pensando na aposentadoria.

Sobre este assunto, 53% se consideram pouco ou nada informados (!!!). 64% dizem ter ouvido algo sobre idade mínima em relação ao sistema público (INSS). 42% não sabem ou não responderam sobre período mínimo de contribuição para aposentadoria.

Alguns outros pontos também impressionam: apenas 32% dos que possuem conta em banco utilizam internet ou aplicativos da instituição financeira, dos quais 75% possuem algum tipo de dívida e 33% se consideram muito endividados.

Como eu já adiantei acima, fiquei muito impactada com estas informações. Eu imaginava que existia uma falta de informação, ou até desinformação, a respeito do assunto, mas não imaginava a dimensão disso.

Como se pode ver, além de falta de informação sobre educação financeira, também possuímos um problema muito grande em relação ao tema aposentadoria. Nossa cultura de imediatismo e de esperar que o Estado nos ampare na velhice já não se mostra sustentável há algum tempo e a situação tende a piorar, mesmo com a reforma recentemente aprovada.

Parece-me que houve uma alteração recente nas diretrizes do MEC, incluindo o tema “educação financeira” no ensino fundamental e médio, o que espero tenha bons frutos no futuro, entretanto, precisamos de alguma forma fazer com que a informação se propague mais rapidamente.

Todo esse assunto me fez repensar a importância dos diversos blogs sobre finanças existentes e agradecer a recente popularização do tema com as publicações de livros com linguagem mais acessível por Thiago NIgro e Nathália Arcuri, dentre outros. O caminho é longo! Vamos lá!

Até o próximo post 😉

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